Restrições em pandemia: Acompanhante

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Restrições em pandemia: Acompanhante

Dadas as restrições existentes, temos vindo a solicitar aos pais, familiares e amigos que respondam a um pequeno formulário com o objectivo de, por um lado ter dados e referências concretas do que está a acontecer, por outro apoiar as mulheres/casais com informação do lado prático desta pandemia nos hospitais portugueses.

Nesta página divulgamos os resultados e algumas reacções, comentários, desabafos e partilhas (de forma anónima) que consideramos relevantes e que possam ajudar.

Última actualização de resultados: 6 Maio 2020
Número total de participantes: 41

Origem da informação

*Por exemplo auxiliares de acção médica, funcionárias de higiene hospitalar.

Tipo de instituição da restrição

Nome das instituições conforme referidos pelos participantes

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra - Maternidade Doutor Daniel de Matos
Centro Hospitalar Póvoa de Varzim
Centro Hospitalar Tondela Viseu
CH Leiria
CHUA
CHUA Portimão
CUF
CUF Descobertas
CUF Infante Santo e HFAR Lisboa
CUF Porto
GCM Hospital Senhora Oliveira Guimarães
Hospital Amato Lusitano
Hospital Beatriz Ângelo
Hospital de Cascais
Hospital de Faro
Hospital de Setúbal
Hospital do Barlavento (Portimão)
Hospital dos Lusíadas
Hospital Garcia de Orta
Hospital Particular do Algarve
Hospital São Francisco Xavier
Hospital São Sebastião - Santa Maria da Feira
Hospital Vila Franca de Xira
Maternidade Alfredo da Costa
Maternidade Bissaya Barreto
Maternidade Daniel de Matos, CHUC

Classificação do estado da Grávida fase ao Covid-19 à data da restrição

Classificação do estado do Pai/ Acompanhante fase ao Covid-19 à data da restrição

Região do País

Tipo de cuidados

*Permite apenas que o Pai veja a mãe e bebé por breves instantes após o nascimento.

Fonte de informação

Justificação apresentada para a restrição

Opinião sobre a restrição

Como classifica a restrição a nível de ansiedade gerada

Número de semanas de gravidez à data

Comentários, desabafos, partilhas.

Acho inaceitável que os hospitais, equipados como estão de material protector, ou caso contrario podendo ser da responsabilidade dos pais, neguem o direito (e dever) de acompanhamento, essencial para um parto positivo e saudável. Este facto empurra-nos, sem escolha possível, para alternativas a este serviço (como o parto em casa ou a despesa brutal do serviço privado).

Ive just moved here, I don't yet speak any Portuguese (which makes this even harder to fight and scarier to imagine). I not only feel let down by the medical institutions but am shocked at how little attention is given to this in the news and general public. Why aren't people making a loud noise about this? Where are the women's rights activists, the midwives, doulas and nurses, least of all doctors. Even the pregnant women and their birthing partners are quiet! These policies are viewed as completely unacceptable in other countries and all measures are put into place to assure the birthing partner can safely attend. Why is it accepted so easily here? Desperately looking for support

A enfermeira obstetra que fez o meu parto não tinha qualquer sensibilidade. Não deixou que estivesse com meu marido ao telemóvel, não fez qualquer esforço para ler o plano de parto. Senti me coagida a maior parte do tempo. Estava a apressar me para ter logo o bebé visto que já tinha dilatação completa, contrações e estava próximo da mudança de plantão. A experiência do parto em si foi mesmo ruim.

(...) Na consulta da eco morfológica. Questionei sobre algumas coisas e foi-me dito sobre, pe, a separação da mãe e bebe (qd questionei que não eram essas as recomendações da OMS) a resposta foi "que as recomendações da OMS são para o mundo, e quem em África não há leite de substituição e os bebes morreriam à fome" (isto justificando as recomendações de um organismo mundial, e qt a mim para se justificarem da falta de td q devem ter e por isso estão a retirar direitos às grávidas e aos pais). Ajudem-nos por favor a mudar isso e informem nos dos artigos e leis de suporte para sermos contra toda esta situação. Eu entendo que está td com medo, nós estamos ainda mais, mas p.e. qd retiram um bebe a uma mãe que ainda n tem resultado covid ou mesmo a uma infetada, quem nos garante q os enfermeiros q vão cuidar dela não estão tb? Eles n fazem testes todos os dias, os cuidados q eles têm de ter terá a mãe c o seu filho. E mais eles vêm cá fora fumar e outras coisas c a mesma roupa e luvas e mascara que estão la dentro. Não me parece boa prática.

Venho dar a conhecer a resposta que recebi hoje via email do Hospital Lusíadas Lisboa.
Apesar de ter colocado várias perguntas, só me responderam à questão da presença do acompanhante no parto, dizendo, em suma, que dependia da realização do teste à Covid-19 no momento em que a grávida também o realize. Tendo em conta que são precisas cerca de 48h para que haja resultado, depreendo que, ou o parto é induzido, ou então é uma grande lotaria. Aqui fica o excerto do email: "Desta forma, informamos que o acompanhamento da grávida na fase de parto, não poderá de modo algum comprometer as condições e requisitos técnicos a que deve obedecer a prestação de cuidados médicos, nem as condições clínicas ou a segurança da parturiente e do recém-nascido, pelo que apenas será autorizado, no contexto da presente pandemia, desde que escrupulosamente respeitados fatores prevalecentes de ordem clínica, como forma de maximizar a proteção das grávidas e dos seus bebés, bem como dos profissionais de saúde deste Hospital. Pelo que, a autorização para a assistência ao parto ficará temporária e excecionalmente sujeita, enquanto se verificar a atual conjuntura, às seguintes condições aplicáveis ao progenitor (ou outro acompanhante designado pela grávida):

  • Sujeição a rastreio da doença Covid-19, a efetuar no mesmo momento em que tal teste seja efetuado à grávida, ficando impedido o exercício do referido acompanhamento no caso do teste se revelar positivo;
  • Observância das regras de (i) uso de máscara, (ii) adequada higienização das mãos; (iii) distanciamento de segurança e (iv) limitações de circulação no Hospital;
  • Cumprimento de todas as demais orientações relativas a normas de segurança que lhe sejam transmitidas pelos profissionais de saúde do Hospital. O desrespeito ou incumprimento de qualquer das referidas condições prejudicará e impossibilitará, de imediato, a continuidade do referido direito ao acompanhamento."

Dada à situação atual do país, compreendo perfeitamente as restrições que as instituições apresentam em relação à presença dos pais ou acompanhantes no momento do parto e do puerpério. No entanto, acho que é um momento igualmente importante para o pai como é para mãe o nascimento de um filho (ainda para mais sendo o primeiro). Deveriam dar mais hipóteses ao pai, confirmando, claro, que este seja Covid 19 negativo, assim como a mãe.

Queria indicar que a informação que tenho foi dada em consulta através da médica que me atendeu no hospital. Em relação à data do parto coloquei a indução que ficou marcada em consulta. Gostava também de agradecer-te, Sandra pelo teu ativismo e preocupação. Mesmo que as coisas não se alterem até ao meu parto, espero que consigamos ajudar todas as outras mulheres que ainda vão parir depois. Grande beijinho e abraço apertado!

O hospital de Faro não responde ao email que enviei pedindo informações quanto ao parto, ou seja, não há qualquer acompanhamento. Pela informação que tenho de lá, por pessoas que lá trabalham, não estão a testar todas as grávidas como foi direccionado pela DGS, o que me preocupa bastante porque não me sinto segura neste tipo de ambiente, em que poderei estar num mesmo quarto de uma mulher infetada. A restrição por completo de um acompanhante quer no parto, quer no internamento, é para mim algo injusto, cada hospital fazer como quer. Não me conformo com isto....E isto deixa-me muito ansiosa e com medo do ambiente que irei encontrar e com isto haver negligência médica.

Embora não tenha resposta por escrito do hospital, sei quais as práticas pois estamos a ter as aulas preparação parto do hospital on-line e foi nós dito.

É um momento único que deve ser tido em conta. Os nossos bebés merecem o melhor.

Sendo um hospital privado, deveria permitir o pai conhecer o bebe após o parto... Nem que fosse apenas 30minutos

Sinto-me injustiçada e sem me conseguir defender... Sinto que ninguém "do lado de lá" quer saber ou se preocupa com o que tudo isto causa em nós.

Já fiz o "luto" da questão. Espero que consigam material suficiente para todos de maneira a ter o meu marido junto de nós no dia do nascimento do nosso filho.

Minha mãe faleceu no parto da minha irmã, e isto por si só já me deixava bastante apreensiva com o parto e agora saber que estarei sozinha, não podendo contar com o apoio do pai ao meu lado tem abalado muito meu psicológico

By | 2020-05-22T15:34:27+01:00 Abril 24th, 2020|artigos, COVID-19|Comentários fechados em Restrições em pandemia: Acompanhante