Informação Gravidez COVID-19

Vivemos tempos bem diferentes, e como todas as mudanças, elas têm uma fase de exigência, antes de podermos desfrutar dos seus benefícios.

Estar grávida agora é um momento de tremendas dificuldades, medos e angústia. A informação torna-se ainda mais importante para que possamos proteger as grávidas e os bebés, uma população especial em tempos de pandemia.

O objectivo desta página não será repetir aquilo que todos os dias está a ser dito como recomendações básicas ou essenciais, pelos órgãos de comunicação social ou órgãos oficiais de saúde neste contexto de pandemia.

Em Portugal e, com os planos de contingência que se vive por causa do COVID-19, há três grandes preocupações que estão a deixar em maior ansiedade as grávidas/ casais, e contraditórias ao que se está a fazer noutros países, e que a Orientação 18/2020 da nossa DGS não veio melhorar.

1. ISOLAMENTO DE RECÉM-NASCIDOS

Os bebés de grávidas suspeitas ou confirmadas com infecção COVID-19, de acordo com as notícias estão a ser colocados em isolamento por 14 dias, com todas as implicações que isto tem para um recém-nascido a vários níveis, incluindo o imunológico.

O que diz a Orientação 18/2020?

A separação mãe-filho após o parto é um assunto controverso, pois ao risco de contágio de recém-nascido opõem-se as vantagens da ligação e amamentação precoces. É necessário que as instituições de saúde tomem decisões individualizadas, tendo em conta a vontade da mãe, as instalações disponíveis no hospital e a disponibilidade das equipas de saúde. Não havendo separação mãe-filho, a mãe deve lavar cuidadosamente as mãos e colocar a máscara cirúrgica antes de todos os contactos com o recém-nascido. 

2. ACOMPANHANTE

Impossibilidade de terem acompanhante, que em muitos hospitais se está a generalizar a todas as grávidas, independentemente se a grávida (ou acompanhante) é suspeita ou confirmada com infecção COVID-19.

O que diz a Orientação 18/2020?

Secção Cuidados Urgentes a Grávidas com Suspeita ou Confirmação de COVID-19
 – Apenas os profissionais destacados ao atendimento da grávida devem entrar na área de isolamento. A presença de acompanhante poderá ser permitida apenas se a instituição considerar que tem asseguradas todas as condições de segurança para evitar o contágio. Deve ser permitido à grávida manter consigo o telemóvel, no sentido de minorar os efeitos do isolamento e de poder comunicar com a equipa de saúde. 

Secção  Assistência ao Parto em Grávidas com Suspeita ou Confirmação de COVID-19
” Perante uma parturiente assintomática ou pouco sintomática podem estar presentes na sala apenas um obstetra e um enfermeiro especialista em saúde materna e obstétrica, ambos experientes em cuidados intraparto, estando a restante equipa rapidamente disponível, se necessário.” 

No final do documento temos um fluxograma, em que para as grávidas assintomáticas sem contacto de alto risco é referido que “parto e puerpério de acordo com protocolos habituais”.

3. AMAMENTAÇÃO

Amamentação por grávidas suspeitas ou confirmadas  está a ser contra-indicada em comunicados como foi na Conferência de Imprensa.

 O que diz a Orientação 18/2020?

Não existe evidência sustentada de risco de transmissão viral através do leite materno, pelo que em situações de separação mãe-filho, está recomendada a extração do leite com bomba e o seu desperdício até a mãe ter dois testes negativos . Esta recomendação não dispensa a avaliação médica caso a caso e a necessidade de ter em consideração a evolução da literatura científica.

Práticas que são questionáveis, e vão mesmo contra o que desde 18 de Março de 2020 a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda publicamente, assim como o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) do Reino Unido, uma das mais importantes entidades de referência para guidelines.

Lamentavelmente, está-se a querer passar a ideia de que as orientações são com base no melhor conhecimento que se tem pelos países que estão na linha da frente da pandemia, nomeadamente Itália e China. Pois bem, até à data, Itália não tem estas restrições. A China, não é de todo um país de referência a nível de boas práticas obstétricas, pelo que a facilidade com que fizeram separação mãe-bebé neste contexto de pandemia, e a restrição de amamentação, é de lamentar.

Nesta página vai a essencialmente encontrar a informação existente da nossa DGS para grávidas, assim como a tradução que considerei essencial para o contexto que se vive no parto e amamentação  da OMS e do RCOG. Mas colocarei links igualmente importantes de outros países, para que possa ter um sentido crítico e actualizado para com estes assuntos.

(actualizado a 2/4/20)

RESTRIÇÕES EM PANDEMIA – SNS E PRIVADO

As evidências científicas são limitadas, as interpretações variam, e a informação que circula é díspare. Entendemos ser importante ter dados do que está a acontecer para que possamos colaborar de forma consciente nas mudanças necessárias, em defesa do que é melhor para a saúde das mães-bebés hoje e no futuro.

Dada a frequência com que as restrições estão a mudar esperamos assim reunir informação sobre o que está a ser praticado efectivamente nas instituições.

O objectivo dos formulários é, por um lado ter dados e referências concretas do que está a acontecer, por outro apoiar as mulheres/ casais com informação do lado prático desta pandemia nos hospitais portugueses.

Os resultados serão divulgados brevemente.
PARIR & NASCER EM PANDEMIA

FORMULÁRIO: PARIR & NASCER EM PANDEMIA

Clique aqui ou na imagem para ver os resultados deste formulário.

 

Bionascimento formulário COVID-19 Acompanhante

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Perguntas frequentes – Gravidez

DGS Direcção Geral de Saúde

Nos trabalhos científicos publicados, não existe informação sobre a suscetibilidade de mulheres grávidas ao COVID-19. As grávidas sofrem alterações imunológicas e fisiológicas que as podem tornar mais suscetíveis a infeções respiratórias virais, incluindo o COVID-19. Durante a gravidez, as mulheres também podem estar em risco de doença grave, morbilidade ou mortalidade em comparação com a população em geral, como observado em casos de outras infeções relacionadas com coronavírus [incluindo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV) e coronavírus da síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS- CoV)] e outras infeções respiratórias virais, como a gripe (influenza).

As mulheres grávidas devem empenhar-se em ações preventivas habituais para evitar infeções, tais como lavar as mãos frequentemente e evitar as pessoas doentes, ou casos suspeitos que estejam sob vigilância. Devem respeitar a distância recomendada entre pessoas próximas (1 metro).

Não temos informações sobre resultados adversos da gravidez em mulheres grávidas com COVID-19. Foi observada perda gestacional, incluindo aborto espontâneo e nado-morto, em casos de infeção por outros coronavírus [SARS-CoV e MERS-CoV] durante a gravidez. Sabe-se que a febre alta durante o primeiro trimestre da gravidez pode aumentar o risco de certos defeitos congénitos.

As profissionais de saúde grávidas devem seguir as diretivas de avaliação de risco e controlo de infeção destinadas a profissionais de saúde expostos a pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19. A adesão às práticas recomendadas de prevenção e controle de infeção é uma parte importante da proteção de todos os profissionais de saúde em ambientes de saúde. As informações sobre COVID-19 na gravidez são muito limitadas; os serviços podem querer considerar a limitação da exposição da profissional de saúde grávida a pacientes com COVID-19 (confirmado ou suspeito), especialmente durante a execução de procedimentos de maior risco (por exemplo, procedimentos que geram a produção de partículas de aerossóis), se possível, com base na disponibilidade de pessoal.

Pensa-se que o vírus que causa o COVID-19 se espalha principalmente por contato próximo com uma pessoa infetada através de gotículas respiratórias. Ainda não se sabe se uma mulher grávida com COVID-19 pode transmitir o vírus que causa o COVID-19 ao feto ou ao recém-nascido por outras vias de transmissão vertical (antes, durante ou após o parto). No entanto, em séries limitadas de casos recentes de bebés nascidos de mães com COVID-19 publicados na literatura revista por pares, existem descritos dois casos com resultados positivos para a infeção por COVID-19, um recém-nascido nas primeiras 30h e o segundo nas 48 h, mas não é certo qual a via de contágio. Em estudos retrospetivos de uma série pequena de casos, o vírus não foi detetado em amostras de líquido amniótico, sangue do cordão ou leite materno.

É limitada a informação disponível sobre a transmissão vertical relativamente a outros coronavírus (MERS-CoV e SARS-CoV), mas a transmissão vertical não foi relatada para essas infeções.

Com base num número limitado de casos reportados, foram observadas complicações em crianças (por exemplo, parto prematuro) em bebés nascidos de mães infetadas com COVID-19 durante a gravidez. No entanto, não é claro que essas complicações estejam relacionadas com a infeção materna e, neste momento, o risco de complicações nas crianças não é conhecido. Tendo em conta que os dados disponíveis relativamente ao COVID-19 durante a gravidez são limitados, o conhecimentos das complicações relacionadas com outras infeções respiratórias virais podem fornecer algumas informações. Por exemplo, outras infeções virais respiratórias que ocorrem durante a gravidez, como a gripe, têm sido associadas a complicações neonatais, incluindo baixo peso ao nascer e prematuridade. Além disso, ter uma constipação ou gripe com febre alta no início da gravidez pode aumentar o risco de certas malformações congénitas.

Mulheres com outras infeções por coronavírus, SARS-CoV e MERS-CoV, durante a gravidez, têm tido bebés prematuros e/ou pequenos para a idade gestacional.

No momento, não há informações sobre os efeitos a longo prazo na saúde nem para bebés com COVID-19 nem para os que estiveram expostos no útero ao COVID-19. Em geral, a prematuridade e o baixo peso ao nascer estão associados a complicações de saúde a longo prazo.

A transmissão de pessoa a pessoa por contato próximo com uma pessoa com COVID-19 confirmado ocorre principalmente através de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa com infeção tosse ou espirra.
Em séries limitadas de casos relatados até ao momento, não foi encontrada evidência de vírus no leite materno de mulheres com COVID-19. Não há informação disponível sobre a transmissão do vírus que causa o COVID-19 através do leite materno (isto é, se o vírus infecioso está presente no leite materno de uma mulher infetada).

Em relatos limitados de mulheres lactantes infetadas com SARS-CoV, o vírus não foi detetado no leite; no entanto, foram detetados em pelo menos uma amostra de anticorpos contra SARS-CoV.

Clique aqui para ver a informação no site da DGS

Perguntas e respostas sobre COVID-19, gravidez, parto e aleitamento (18.03.2020)

WHO World Health Organization

Actualmente, está a ser feita investigação para entender os impactos da infecção por COVID 19 em mulheres grávidas.Os dados são limitados, mas  neste momento não há evidências de que as mulheres grávidas estejam em maior risco de doença grave do que a população em geral.

No entanto, devido a alterações nos seus corpos e sistema imunológico, sabemos que as mulheres grávidas podem ser seriamente afectadas por algumas infecções respiratórias.Portanto, é importante que tomem precauções para se protegerem contra o COVID-19 e relatem possíveis sintomas (incluindo febre, tosse ou dificuldade em respirar) ao seu médico.

A OMS continuará a rever e a actualizar as informações e conselhos à medida que mais evidências estiverem disponíveis

As mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções que as outras pessoas para evitar a infecção por COVID-19.

Ajuda na sua protecção:

  • Lavar as mãos com frequência com um sabonete à base de álcool ou água e sabão.
  • Manter a distância prevista para com o próximo e evitar espaços lotados ou muito frequentados.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca.
  • Pratique higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou um lenço dobrado quando tossir ou espirrar. Dei-te fora imediatamente o lenço. Se você tiver febre, tosse ou dificuldade em respirar, procure atendimento médico o mais célere possivel. Ligue antes de ir a uma unidade de saúde e siga as instruções da sua autoridade de saúde local.

Grávidas e recém-nascidos – incluindo as afetadas pelo COVID-19 – devem comparecer às consultas de rotina.

Os protocolos de teste e a elegibilidade variam dependendo de onde vive.

No entanto, as recomendações da OMS são que as mulheres grávidas com sintomas de COVID-19 sejam priorizadas para testes. Se elas têm COVID-19,  irão precisar de cuidados especializados.

Ainda não sabemos se uma mulher grávida com COVID-19 pode transmitir o vírus ao feto ou ao bebé durante a gravidez ou o parto. Até ao momento, o vírus não foi encontrado em amostras de líquido amniótico ou leite materno.

Todas as mulheres grávidas, incluindo aquelas com infecção confirmada ou suspeita por COVID-19, têm direito a cuidados de alta qualidade, antes, durante e após o parto. Isso inclui cuidados de saúde pré-natal, recém-nascido, pós-natal, intraparto e saúde mental.

Uma experiência de parto segura e positiva inclui:

  • Ser tratada com respeito e dignidade;
  • Ter um acompanhante à sua escolha presente durante o parto;
  • Comunicação clara pela equipe de maternidade;
  • Estratégias apropriadas de alívio da dor:
  • Liberdade de movimentos durante o trabalho de parto, sempre que possível, assim como na posição de parir.

Se houver suspeita ou confirmação de COVID-19, os profissionais de saúde devem tomar todas as precauções apropriadas para reduzir os riscos de infecção para si e para as outras pessoas, incluindo a higiene das mãos e o uso apropriado de roupas de protecção, como luvas, bata e máscara.

Não.

O conselho da OMS é que as cesarianas só devem ser realizadas quando clinicamente justificadas.

O tipo de parto deve ser individualizado e baseado nas preferências da mulher, juntamente com as indicações obstétricas.

Sim.

Mulheres com COVID-19 podem amamentar se assim o desejarem, no entanto com algumas precauções:

  • Pratique a higiene respiratória durante a alimentação, usando uma máscara quando disponível;
  • Lave as mãos antes e depois de tocar no bebé;
  • Limpar e desinfectar com frequência as superfícies em que houve contacto.

Sim.

Contacto próximo e amamentação precoce e exclusiva ajudam o bebé a desenvolver-se.

Você deve ser apoiada para:

  • Amamentar com segurança, com boa higiene respiratória;
  • Fazer contacto pele-com-pele
  • Compartilhe um quarto com seu bebé

Deve lavar as mãos antes e depois de tocar no bebé e manter todas as superfícies limpas

Se você estiver demasiada doente para amamentar seu bebé devido a COVID-19 ou outras complicações, você deve ser apoiada para fornecer com segurança o seu leite materno da melhor maneira possível, disponível e aceitável.

Isso pode incluir:

  • Extracção de leite;
  • Relactação;
  • Leite humano doado
Clique aqui para ver a informação no site da WHO (OMS)

Infecção por coronavírus e gravidez: Informação para grávidas e as suas famílias

(traduções das perguntas que consideradas mais importantes para o contexto nacional)

Royal College of Obstetricians and Gynaecologists

Como medida de precaução, as mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de coronavírus quando entram em trabalho de parto estão a ser aconselhadas a comparecer a uma unidade obstétrica de parto, onde o bebé pode ser vigiado através de monitorização fetal contínua e os seus níveis de oxigénio podem ser monitorizados a cada hora.

A monitorização fetal contínua é verificar como o bebé está a reagir ao trabalho de parto. Esta vigilância só pode ser realizado em uma unidade obstétrica, onde médicos e parteiras estão presentes, actualmente não é recomendado que você dê à luz em casa ou em uma unidade liderada por parteiras, onde somente as parteiras estariam presentes.

Actualizaremos este conselho à medida que novas evidências forem surgindo. Actualmente, as maternidades estão a trabalhar 24 horas por dia para gerir as pressões adicionais e facilitar as escolhas das mulheres.

Atualmente, não há evidências que sugiram que não possa ter um parto vaginal ou que seja mais seguro cesariana, se se suspeitar ou confirmar coronavírus, portanto, as suas escolhas para o parto devem ser respeitadas e seguidas o mais próximo possível, com base nos seus desejos.

No entanto, se a sua condição respiratória (respiração) sugerir que o seu bebé precisa de nascer urgentemente, pode ser recomendada uma cesariana.

Se houver suspeita ou coronavírus, não é recomendável que tenha o parto na piscina de parto do hospital, pois o vírus às vezes pode ser encontrado nas fezes. Também pode ser mais difícil para a equipa de saúde usar equipamento de proteção adequado durante um parto na água.

Não há evidências de que mulheres com coronavírus suspeito ou confirmado não possam ter um bloqueio peridural ou raquidiano. Na nossa versão anterior das orientações, foi sugerido que o uso de Entonox (gás e ar) pode aumentar a aerossolização e a propagação do vírus, mas uma revisão das evidências sugere que não há evidências de que o Entonox seja um procedimento propenso a aerossóis, portanto não há razão para que não o possa usar no trabalho de parto.

Se entrar em trabalho de parto, ligue para a maternidade para aconselhamento e informe que suspeitou ou confirmou infecção por coronavírus.

Se tiver sintomas leves, será aconselhada a permanecer em casa (auto-isolamento) no trabalho de parto precoce, conforme a prática padrão.

A equipa médica da maternidade foi aconselhada sobre maneiras de garantir que você e o seu bebé recebem cuidados seguros e de qualidade, respeitando ao máximo possível as suas escolhas de parto.

Quando você e a equipa médica da maternidade decidirem que é necessário deslocar-se à maternidade, serão aplicadas as recomendações gerais sobre atendimento hospitalar:

  • Será aconselhado a comparecer ao hospital através de transporte privado, sempre que possível, ou ligue para 111/999 para obter aconselhamento, conforme apropriado;
  • Será recebido na entrada da maternidade e receberá uma máscara cirúrgica, que terá de usar até que esteja isolada em uma sala adequada;
  • Testes ao coronavírus serão realizados;
  • O seu (s) acompanhante (s) de parto poderá ficar consigo o tempo todo, mas os visitantes devem ser reduzidos ao mínimo;

Como se trata de um novo vírus, as evidências sobre o cuidado de mulheres com infecção por coronavírus em mulheres que acabaram de parir são limitadas. Um pequeno número de bebés foi diagnosticado com coronavírus logo após o nascimento, mas ainda não é claro se a transmissão foi anterior ou logo após o nascimento. A opinião de especialistas é que é improvável que o bebé seja exposto durante a gravidez.

Sim, se você suspeitou ou confirmou de coronavírus no momento em que o seu bebé nasceu, ele será testado.

Sim, se essa for a sua escolha. Desde que seu bebé esteja bem e não exija cuidados na unidade neonatal, permanecerão juntos após o parto.

Existem alguns relatos da China que sugerem que as mulheres com coronavírus confirmado foram aconselhadas a se separar do bebé por 14 dias. No entanto, isso pode ter efeitos negativos, especialmente na amamentação e no vínculo .

Os riscos e benefícios deverão ser discutidos entre si e a sua família e os médicos que cuidam de seu bebé (neonatologistas) de forma a individualizar os cuidados do seu bebé.

Estas orientações podem mudar à medida que o conhecimento científico sobre o coronavírus evolui.

Sim. Não há evidências que mostrem que o vírus possa ser transmitido no leite materno, os benefícios bem reconhecidos da amamentação superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do coronavírus pelo leite materno.

O principal risco de amamentar é o contacto próximo entre si e o seu bebé, pois poderá compartilhar gotículas infecciosas no ar, levando à infecção do bebé após o nascimento.

Os riscos e benefícios da amamentação devem ser discutidos entre si e a sua família e a sua equipa médica da maternidade.

Estas orientações podem mudar à medida que o conhecimento científico sobre o coronavírus evolui.

Se optar por amamentar o seu bebé, são recomendadas as seguintes precauções:

  • Lave as mãos antes de tocar no seu bebé, bomba de leite ou biberões;
  • Tente evitar tossir ou espirrar sobre o seu bebé enquanto amamenta;
  • Considere usar uma máscara facial durante a amamentação, se disponível;
  • Siga as recomendações para limpeza da bomba após cada uso;
  • Considere pedir a alguém que esteja saudável para alimentar o seu bebé com o seu leite materno extraído.

Se optar por alimentar seu bebé com leite em pó ou leite materno extraído, é recomendável seguir rigorosamente as diretrizes de esterilização. Se estiver a extrair leite materno no hospital, deve usar uma bomba de leite exclusiva para si.

Clique aqui para ver a informação no site da Royal College Obstetricians and Gynaecologists

Infecção por coronavírus e gravidez: Informação para profissionais de saúde Versão 9

Última actualização RCOG, 13/5/ 2020
Actualização no site Bionascimento a 26/5/2020 

(tradução das secções/excertos consideradas mais importantes para o contexto nacional do parto e amamentação)

Podem ser necessárias modificações no serviço para ajudar as mulheres nas medidas de distanciamento social, para reduzir o risco de transmissão entre mulheres, funcionários e outros visitantes de clínicas / hospitais e para prestar cuidados às mulheres que estão em auto-isolamento por COVID-19 suspeito / confirmado.

As unidades devem identificar áreas onde existem possibilidades claras de racionalização dos serviços.

Possibilidades particulares incluem:

  • Redução da indução do trabalho de parto onde isso não é indicado clinicamente.
  • Melhor o apoio ambulatório de indução do trabalho de parto, dependendo da disponibilidade de transporte para o hospital.
  • Reduzir a avaliação rotineira do crescimento fetal, quando isso não é uma indicação estrita baseada nas orientações.
[…]

Deve-se tomar medidas para garantir a segurança dos serviços que continuam a oferecer apoio  às mulheres tanto quanto possível neste momento. Mais precisamente, as mulheres devem continuar a ser incentivadas a entrar em contato com os serviços de maternidade sempre que surgirem preocupações sobre o próprio bem-estar ou o bebé. As racionalizações necessárias dos serviços, devem ser alvo de apresentação de justificação.

Ao reorganizar os serviços, as maternidades devem estar particularmente cientes das evidências de que as mulheres grávidas com características BAME ( Etnia negra, asiática ou minorias) correm um risco particular de hospitalização com o COVID-19, e que todos os indivíduos do grupo BAME correm maior risco de exigir cuidados críticos por estado grave ou de risco de vida.

Deve-se considerar as experiências de mulheres de origem BAME, particularmente aquelas de grupos vulneráveis, incluindo menor nível socio-económico, ao avaliar o potencial impacto ou real de qualquer mudança de serviço.

As mulheres devem ser autorizadas e encorajadas a ter um acompanhante de parto presente com elas no trabalho de parto e durante o nascimento. Um único acompanhante assintomático deve ser autorizado a permanecer com a mulher, no mínimo, durante o trabalho de parto e o nascimento, salvo se o parto ocorrer sob anestesia geral. Sabe-se que a presença de um acompanhante de parto de confiança durante o trabalho de parto faz uma diferença significativa na segurança e bem-estar das mulheres no parto. Se o aparecimento destes sintomas foi há sete dias ou menos, ou se ainda tem sintomas (além da tosse persistente), deve ser-lhe pedido que saia imediatamente da maternidade e que se auto-isolamento em casa.  Os sintomas a perguntar são: febre, tosse aguda persistente, rouquidão, corrimento/congestão nasal, falta de ar, dor de garganta, pieira ou espirros.  Os acompanhantes de parto que não são sintomáticos da COVID-19 podem ser convidados a permanecer à cabeceira da mulher, a não andar pela enfermaria/hospital e devem receber orientações claras e antecipadas sobre o que se espera deles se acompanharem a mulher até à sala de operações (por exemplo, para a cesariana). Isto é particularmente importante dados os desafios conhecidos da comunicação do pessoal quando se usa EPI completo.

– As restrições impostas a outros visitantes, como a limitação do número de acompanhantes de parto a um, a restrição de qualquer ou de todos os visitantes às enfermarias pré-natais ou pós-natais (para assegurar o cumprimento das medidas de afastamento social) e a prevenção da troca e dos visitantes pós-natais, devem seguir a política do hospital.

– As provas para a segurança dos locais de nascimento que não estão localizados com uma unidade obstétrica baseiam-se na disponibilidade de serviços de ambulância para permitir uma transferência rápida e níveis adequados de pessoal. Se estes não existirem, poderá ser razoável racionalizar a prestação destes serviços

É muito provável que o tabagismo esteja associado a situações mais severas da doença COVID-19, embora atualmente não exista investigação que permita aferir com precisão os efeitos. Portanto, é particularmente importante enfatizar a necessidade de
pare de fumar o mais rápido possível para todas as mulheres.

Esta pandemia provocará inevitavelmente um aumento da ansiedade na população em geral, que provavelmente será ainda maior no caso das mulheres grávidas, uma vez que representa um período adicional de incerteza. Especificamente, é provável que estas ansiedades girem em torno:

–  Da própria COVID-19.

– O impacto do isolamento social que resulta num menor apoio da família em geral e dos amigos.

– A potencial redução das finanças domésticas.

– Grandes mudanças nos cuidados pré-natais e outros cuidados do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a mudança de consultas, de contacto presencial para contacto telefónico.

A mudança no estilo de consulta também tornará mais difícil a avaliação das mulheres vítimas de violência doméstica, das mulheres em situações de abuso, negligência ou auto-negligência, e das mulheres que utilizam substâncias de forma abusiva. Na situação actual, é de esperar um aumento geral da ansiedade. Muitas vezes, o simples reconhecimento destas dificuldades pode ajudar a conter algumas destas ansiedades. Isto pode ser facilitado através da manutenção do acesso a serviços de obstetrícia, do acesso a fontes de auto-ajuda para a ansiedade e o stress e, quando necessário, da auto-referência para serviços locais do IAPT (Improving Access to Psychological Therapies) em Inglaterra ou equivalentes noutras nações. Mais informação está disponível no site do RCPsych.

Todas as mulheres devem ser incentivadas a ligar para a maternidade para aconselhamento no caso de início do trabalho de parto. Mulheres com sintomas leves de COVID-19 podem ser aconselhadas a permanecer em casa (auto-isolamento) no trabalho de parto inicial (fase latente), conforme a prática padrão.

Se foi planeado/escolhido o parto em casa ou numa unidade de obstetrícia, deverá discutir-se com a mulher sobre o risco potencialmente aumentado de comprometimento fetal em mulheres infectadas com COVID-19 (como foi observado no conjunto de casos chineses de nove mulheres).  A mulher deve ser aconselhada a comparecer a uma unidade obstétrica para o parto, onde o bebé pode ser monitorizado usando um monitor fetal eletrónico contínuo (CTG). Esta orientação pode mudar à medida que mais evidências se tornam disponíveis. Quando a mulher decidir frequentar a maternidade, aplicam-se as recomendações gerais sobre atendimento hospitalar (Seção 4.1). Uma vez instalada em uma sala de isolamento, uma avaliação materna e fetal completa deve ser realizada para incluir:

  • A avaliação da gravidade dos sintomas do COVID-19 deve seguir uma abordagem de equipa multidisciplinar, incluindo doenças infecciosas ou médico especialista.
  • Observação materna, incluindo temperatura, frequência respiratória e saturação de oxigênio.
  • Confirmação do início do trabalho de parto, conforme o atendimento padrão.
  • Monitorização fetal eletrónica usando cardiotocógrafo (CTG). Em duas séries de casos chineses, incluindo um total de 18 mulheres grávidas infectadas com COVID-19 e 19 bebés (um par de gémeos), houve 8 casos relatados de comprometimento fetal. Dada esta taxa relativamente alta de comprometimento fetal, atualmente a monitorização eletrónica fetal contínua no trabalho de parto é atualmente recomendada para todas as mulheres com COVID-19.
  • Se a mulher tiver sinais de sépsis, investigue e trate de acordo com as orientações do RCOG sobre sépsis na gravidez, mas também considere o COVID-19 ativo como causa de sépsis e investigue de acordo com as orientações PHE. Se não houver preocupações quanto à condição da mãe ou do bebé, as mulheres que normalmente seriam aconselhadas a voltar para casa até que o trabalho de parto seja estabelecido, ainda poderão ser aconselhadas a fazê-lo, se houver transporte adequado disponível.
  • As mulheres devem receber os conselhos habituais sobre sinais e sintomas a serem observados, mas também devem ser informadas sobre sintomas que podem sugerir deterioração relacionada ao COVID-19 após consulta com a equipa médica (ex.: dificuldade em respirar). Se o trabalho de parto for confirmado, os cuidados no trabalho de parto devem continuar idealmente na mesma sala de isolamento.

As seguintes considerações aplicam-se às mulheres em trabalho de parto espontâneo ou induzido:

  • Quando uma mulher com COVID-19 confirmado ou suspeito é admitida na sala de parto, os seguintes membros do MDT devem ser informados: obstetra, anestesista, parteira responsável, neonatologista, enfermeira neonatal responsável e a equipa de controlo de infecção.
  • Devem ser feitos esforços para minimizar o número de funcionários que entram na sala e as unidades devem desenvolver uma política local especificando pessoal essencial para cenários de emergência.
  • Há evidências de aglomeração e co-infecção domiciliar. Os acompanhantes de parto assintomáticos devem ser solicitados a lavar as mãos com frequência. Se sintomáticos, os acompanhantes de parto devem permanecer em auto-isolamento e não comparecer à maternidade. As mulheres devem ser aconselhadas a identificar possíveis acompanhantes alternativos, na eventualidade da necessidade.
  • As observações e avaliação maternal devem ser continuadas conforme a prática padrão, com a adição de saturação horária de oxigénio. Procure manter a saturação de oxigénio acima de 94%, titulando a oxigenoterapia de acordo.
  • Se a mulher desenvolver febre, investigue e trate de acordo com as orientações do RCOG sobre sépsis na gravidez, mas também considere o COVID-19 ativo como causa de sépsis e investigue de acordo com as orientações do PHE (consulte a seção 4.2 para definição de caso do COVID-19).
  • Dada a taxa de comprometimento fetal relatada nas duas séries de casos chineses, a recomendação atual é a monitorização fetal eletrónica continua no trabalho de parto.
  • Atualmente, não há evidências que favoreçam um modo de nascimento em detrimento de outro e, portanto, o modo de nascimento deve ser discutido com a mulher, levando em consideração as suas preferências e quaisquer indicações obstétricas de intervenção. O modo de nascimento não deve ser influenciado pela presença de COVID-19, a menos que a condição respiratória da mulher exija um parto urgente. Atualmente, onde as secreções vaginais foram testadas para COVID-19, os resultados foram negativos.
  • O uso de piscinas de parto no hospital deve ser evitado em casos suspeitos ou confirmados, dada a incapacidade da equipa médica de usar EPI à prova de água adequado e o risco de infecção por fezes.
  • Não há evidências de que a analgesia ou anestesia epidural ou espinhal seja contraindicada na presença de coronavírus. A analgesia epidural deve, portanto, ser recomendada no trabalho de parto, a mulheres com suspeita ou confirmação de COVID-19 para minimizar a necessidade de anestesia geral, se for necessário um parto urgente.
  • Não há evidências de que o uso de Entonox seja um procedimento de geração de aerossol (AGP).
  • Entonox deve ser usado com um filtro microbiológico para um único paciente. Este é um problema comum em todas as maternidades do Reino Unido. PROBLEMA/QUESTÃO/ PROCEDIMENTO?
  • Em caso de agravamento dos sintomas da mulher, consulte a Seção 4.7 para considerações adicionais e faça uma avaliação individual em relação aos riscos e benefícios da continuação do trabalho de parto em comparação com o parto por cesariana de emergência, se for provável que isso ajude os esforços em caso de reanimação da mulher .
  • Quando o parto por cesariana ou outro procedimento operatório for recomendado, siga as orientações da Seção 4.9.2. Para cesarianas de emergência, usar EPI consome muito tempo. Isto pode afectar a decisão de intervalo de tempo do nascimento, mas deve ser feito. As mulheres e suas famílias devem ser informadas sobre esse possível atraso.
  • Uma decisão individualizada deve ser tomada em relação à redução da duração do segundo estágio do trabalho de parto com o nascimento instrumental electivo numa mulher sintomática que está a ficar exausta ou hipóxica.
  • Dada a falta de evidência em contrário, o clampeamento tardio do cordão ainda é recomendado após o nascimento, desde que não haja outras contra-indicações. O bebé pode ser limpo e seco normalmente, enquanto o cordão ainda está intacto.

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Existem dados limitados para orientar os cuidados pós-parto de bebés de mulheres que deram positivo para COVID-19 no terceiro trimestre de gravidez. A literatura da China aconselha a separação  do seu bebé por 14 dias da mulher infectada. No entanto, a separação preventiva por rotina  de um bebé saudável da mãe,  não deve ser levada a cabo levemente, dados os potenciais efeitos prejudiciais sobre a amamentação e o vínculo. Dada a limitada evidência , aconselhamos que mulheres e bebés saudáveis, que não necessitem de cuidados neonatais, sejam mantidos juntos no período pós-parto imediato.

Uma discussão sobre riscos e benefícios com neonatologistas e famílias para individualizar o cuidado em bebés é o recomendado. Enfatizamos que essa orientação pode mudar à medida que o conhecimento evolui.

Todos os bebés nascidos de mães positivas para COVID-19 devem ser tratados de acordo com as orientações do RCPCH.

É reconfortante que em seis casos chineses testados, o leite materno tenha sido negativo para o COVID-19, no entanto, dado o pequeno número de casos, essa evidência deve ser interpretada com cautela. O principal risco de amamentar para os lactentes é o contato próximo com a mãe, que provavelmente compartilhará gotículas infectadas no ar. À luz das evidências atuais, aconselhamos que os benefícios da amamentação superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do vírus através do leite materno. Os riscos e benefícios da amamentação, incluindo o risco de manter o bebé próximo da mãe ou de outro cuidador, em caso de infecção, devem ser conversados com os pais. Esta orientação pode mudar à medida que o conhecimento evolui.

  • Lavar as mãos antes de tocar no bebé, bomba extracção de leite ou biberões
  • Evitar tossir ou espirrar sobre o bebé durante a amamentação
  • Considerar usar uma máscara facial durante a amamentação, se disponível
  • Seguir as recomendações para limpeza da bomba após cada uso
  • Considerar pedir a alguém que esteja saudável para alimentar o seu bebé com o seu leite materno extraído.

Para mulheres que usam mamadeira com leite em pó ou leite extraído, recomenda-se seguir rigorosamente as directrizes de esterilização. No caso de mães a extraírem leite materno no hospital, deve-se usar uma bomba de leite exclusiva para cada mãe.

Qualquer mãe ou bebé que necessite de readmissão para atendimento obstétrico ou neonatal pós-natal durante o período de auto-isolamento devido à suspeita ou confirmação de COVID-19 é aconselhado a telefonar com antecedência para entrar em contacto com a unidade local e seguir o protocolo de atendimento conforme descrito na Seção 4.1. O local de admissão dependerá do nível de atendimento necessário para a mãe ou o bebé.

Clique aqui para ver a informação no site da Royal College Obstetricians and Gynaecologists

COVID-19 NA EUROPA

Orientações e artigos de imprensa

COMUNICADO DE IMPRENSA DA SOCIEDADE ALEMÃ DE GINECOLOGIA E OBSTÉTRICA EV (DGGG)

Berlim, 26 de março de 2020 – Sociedade Alemã de Ginecologia e Obstetrícia e. V. (DGGG) salienta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as sociedades ginecológicas europeias não vêem evidências para excluir os acompanhantes das mulheres que vão parir, a menos que tenham sintomas da doença ou resultado positivo para SARS-CoV-2. “Ao mesmo tempo, também apelamos à responsabilidade das mulheres grávidas e de seus acompanhantes de não mascararem os sintomas existentes. Isso colocaria outras famílias e funcionários do hospital em risco desnecessário ”, adverte o Presidente da DGGG, Prof. Dr. Anton J. Scharl, tendo em conta o aumento persistente de infecções.

Os acompanhantes na sala de parto desempenham funções importantes durante o parto. Por último, mas não menos importante, nesse momento particularmente vulnerável, eles fornecem suporte mental essencial para o parturiente. Portanto, o DGGG recomenda que o ministro federal da Saúde, Jens Spahn e os ministérios estaduais, levem isso em conta em seus decretos e regulamentos para combater a pandemia de coronavirus.

NOTA: Tradução directa do site através do Tradutor do Google.

Link para texto original:
COMUNICADO DE IMPRENSA DA SOCIEDADE ALEMÃ DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Link para site:
Sociedade Alemã de Ginecologia e Obstetrícia

ORIENTAÇÕES

COVID-19: gravidez, parto e aleitamento

“Na versão mais recente de suas indicações provisórias, a Sociedade Italiana de Neonatologia sugere sempre que possível manter mãe e bebé em conjunto, a fim de facilitar a interação e o início da amamentação; se a mãe é sintomática e com um quadro clínico comprometido, mãe e bebé são transitoriamente separados. A decisão de separar ou não mãe e filho deve ser tomada por cada casal, levando em consideração “o consentimento informado da mãe, a situação logística do hospital e, possivelmente, também a situação epidemiológica local relacionada à disseminação da SARS-CoV-2”. No caso de separação do recém-nascido da mãe, recomenda-se o uso de leite materno extraído fresco, portanto, a pasteurização não é indicada.”

NOTA: Tradução directa do site através do Tradutor do Google.

As orientações aa Sociedade Italiana de Neonatologia, foram endossadas pela União Europeia Neonatal e  Sociedades Perinatais

Link para texto original:
COVID-19: gravidanza, parto e allattamento

LA COMMISSIONE NASCITA

Grávida sintomática em estado estável

Profissionais e acompanhante (assintomáticos ou com sintomas respiratórios leves sem febre) devem usar a máscara facial cirúrgica ou filtradora FFP2 / FFP3 (sujeita a disponibilidade), cobertura ocular, luvas e bata descartável. Máxima atenção à higiene das mãos, limpeza de superfícies e ventilação. No nascimento, o bebé deve ser aspirado (nariz e boca), seco e entregue, se possível, à mãe ou, em alternativa, ao pai. (…) Mãe e bebé devem ser mantidos juntos em uma sala isolada. A mãe deve usar a máscara durante as visitas. A amamentação deve ser apoiada de acordo com o desejo da mãe e pode amamentar, desde que sejam observadas as medidas de higiene (higiene das mãos antes e depois e uso da máscara durante a amamentação). Com base no resultado do swab materno e neonatal e nas condições gerais dos dois sujeitos, a alta será agendada após uma observação mínima de três dias, concordando com as verificações pós-alta com os serviços locais e com o pediatra de livre escolha.

Grávida sintomática em estado instável

(…) Se as condições permitirem, a mulher deve usar a máscara cirúrgica durante todo o parto, verificando a sua tolerabilidade na fase expulsão. Os profissionais terão que usar a máscara cirúrgica ou filtrante FFP2 / FFP3 (de acordo com disponibilidade), cobertura ocular, luvas, bata descartável. Máxima atenção à higiene das mãos, limpeza de superfícies e ventilação da sala, a menos que pressão negativa.  No nascimento, a criança deve ser aspirada (nariz e boca), secos e, se em condições estáveis, entregues ao pai que estará do lado de fora da sala parto. (…) De acordo com as condições, mãe e recém-nascido eles podem permanecer juntos em uma única sala isolada ou separados. Com base nas condições clínicas a amamentação deve ser apoiada, desde que sejam observadas medidas de higiene (higiene das mãos antes e depois e uso da máscara durante a alimentação). Como alternativa, se condições clínicas maternas permitem, o leite pode ser extraído e administrado fresco, sem pasteurização, ao bebé com um copo pequeno, prestando a máxima atenção à higiene das mãos durante o contato com superfícies e ferramentas para apertar.

NOTA: Tradução directa do site através do Tradutor do Google.

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LA COMMISSIONE NASCITA – I DOCUMENTI

ARTIGOS DE IMPRENSA

Entrevista a dois directores de obstetrícia de hospitais de Milão

De momento, continuamos a permitir que os pais tenham acesso às salas de parto / parto, a menos que apresentem sintomas de infecção respiratória e recomendamos seguir escrupulosamente as regras de higiene recomendadas para todos combaterem o contágio (em particular a higiene das mãos) . Nas enfermarias de internamento apenas aos pais têm acesso . Neste momento também as regras em vigor nos hospitais podem ser alteradas dia a dia para se adaptar à situação epidemiológica local, portanto não posso garantir que não será necessário impor limites mais restritivos “.

Fabio Ghezzi, diretor de ginecologia e obstetrícia da ASST Settelaghi, Milão, Lombardia

NOTA: Tradução directa do site através do Tradutor do Google.

Varesenews, Orlando Mastrillo 11.03.2020

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Coronavirus, e chi aspetta un bambino?

Bolonha (Itália), nasce o primeiro filho nascido de uma mãe infectada com coronavírus

O teste feito ao recém-nascido deu negativo: ele é amamentado, mesmo que a mãe tenha de o fazer com uma máscara

BOLONHA – No hospital Maggiore, em Bolonha, no último sábado, uma mulher positiva para o Coronavírus deu à luz um menino. Como a entidade de saúde da cidade explica, o bebé tem “peso apropriado” e é negativo para Covid-19. É o primeiro nascimento positivo para Coronavírus na área da Bolonhesa.

Fabrizio Sandri, diretor do Departamento de Mãe e Filho da Autoridade Local de Saúde de Bolonha, explica que a mãe está a amamentar. “Há uma certeza razoável de que, se as precauções corretas forem tomadas, como lavar as mãos antes e depois, usar a máscara e a distância certa, a amamentação pode ser feita”, diz Sandri, enfatizando que o hospital está a seguir as indicações das sociedades científicas e “conhecimentos disponíveis até agora” sobre o assunto. Mãe e filho estão, portanto, isolados dos restante pacientes, mas não muito longe um do outro, os profissionais de saúde estão a seguir todas as precauções, tal como a mãe, que não pode entrar em contacto com a criança, exceto com dispositivos de proteção.

Essa experiência “deve ser reconfortante para todos neste momento terrível que estamos a passar por causa da Covid-19 – o diretor continua falando com a agência “Dire” – toda mulher deve conhecer e, acima de todas, as mulheres grávidas, agora o medo de vir ao hospital e dar à luz “. O hospital Maggiore, assim como as demais unidades de saúde de Bolonha, garantem “que tudo ocorra de maneira protegida, sem nenhum tipo de contato com os demais pacientes”, garante Sandri.

La Republica, 01.04.2020

NOTA: Tradução directa do site através do Tradutor do Google.

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Bologna, nasce il primo bimbo partorito da madre positiva al coronavirus

Informações, guias e procedimentos para crianças e Covid-19

Recém-nascido saudável, mãe sintomas ligeiros: recém-nascidos saudáveis ​​são isolados juntamente com a mãe após o nascimento e conselhos sobre amamentação são fornecidos de acordo com as diretrizes atuais. Na amamentação deve praticar medidas recomendadas de prevenção de infecções também ao alimentar a criança. Máscaras devem ser usadas para sintomas respiratórios, de acordo com o aconselhamento dos profissionais de saúde quando mãe está perto do bebé.

Recém-nascido saudável, mãe gravemente doente: se a mãe com infecção por covid-19 estiver gravemente doente ou tem outras complicações que a impedem de cuidar de seu filho ou impedir que ela amamente diretamente, ela deve ser incentivada e apoiada para extrair leite para dar ao bebé. Ao mesmo tempo deve ser recomendado medidas de prevenção de infecções. O objetivo deve ser isolar a criança juntos com um o pai ou outro membro da família.

NOTA: Tradução directa do site através do Tradutor do Google.

Link para texto original:
Informasjon, veiledere og prosedyrer for barn og Covid-19

Link para site:
Norsk Gynekologisk Forening – NGF – (Sociedade Norueguesa de Ginecologia e Obstetrícia)

Outros links

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Colaboradores desta página

Iliona Wolfowicz
Bióloga, investigador e doula
e-mail: iliona.wolfowicz@gmail.com

Mariana Correia
Assistente Social
e-mail: mariana_oliveira.s@live.com.pt

By | 2020-05-26T15:30:43+01:00 Março 27th, 2020|artigos, COVID-19, Gravidez, Parto|Comentários fechados em Informação Gravidez COVID-19